Negras inspiradoras para o novo movimento de empoderamento feminino
- JCASTELL

- 9 de out. de 2019
- 3 min de leitura

Uma lista de mulheres Rapper no Brasil que você ainda não ouvi e poderá se inspirar no mês da consciência negra .
Amanda Negrasim
Dona de vocal potente, aliado à versatilidade musical, A M'C Amanda Negrasim surpreende nos palcos, pondo em xeque a suposta fragilidade feminina. Por onde passa contagia os fãs trazendo força, atitude e muita espontaneidade à Cultura Hip-Hop e a música periférica brasileira.

Um dos sucesso de Amanda Negrasim são:
-Amor ao Rap -2019
- Deixa o amor entra -2017
- Hip hop criado na rua
Omnira
A cantora traz no sangue o amor pela cultura negra. Nascida no interior de São Paulo, na cidade de Cotia, suas raízes sempre estiveram ligadas à arte e à cultura. Ela participou de vários movimentos contra o machismo e o racismo e pega todos os elementos de seu dia-a-dia e coloca em sua música.

Juliana Sete, Paty Treze, Janaina D’Notria e Dj Neew. Juntas, elas formam o Omnira, palavra de origem Yorubá que quer dizer liberdade. O grupo foi criado em 2013 e suas letras trazem versos sobre empoderamento feminino e a luta contra o racismo.
Um dos sucesso de Omnira :
- grito de liberdade
-Justiça de Xangô
- DNA do protesto
-Laroyê
-Hoje
Pamelloza

Pamelloza chega misturando hip-hop, samba e outros ritmos urbanos de origem africana e indígena. Ou seja, nesse caldeirão cultural e musical, claro que a mistura só pode ser boa! Dona de letras poderosas, ela mescla sentimentos e histórias pessoais com verdadeiros hinos de luta e protesto.
Um dos sucesso de Pamelloza:
-Uruxum
-Pode Parar
-Descoberta
-Eu levo a vida
-Versos atômicos
Stefanie MC
Stefanie começou sua carreira na música em 2004, influenciada pela militância política de consagrados grupos de rap dos anos 90. Assim, decidiu criar a sua própria versão da história. Desde então, participou de projetos de destaque no rap nacional, como os coletivos Simples e Pau-de-dá-em-doido. Hoje, faz parte do grupo Rimas & Melodias.

O vídeo, dirigido por Arthur Bellini e Danilo Velloso, também conta com participações de minas inspiradoras do rap nacional, como: Tássia Reis, Mc Soffia, Kamilah Pimentel, DJ Cinara e muitas outras.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
E como estão os preparativos para o lançamento de seu primeiro disco solo?
Meu primeiro disco está começando a criar forma, estou pensando com muito carinho em todos os detalhes. Eu tinha um plano na minha mente e aconteceram diversas mudanças, mudanças positivas e que me fizeram enxergar as coisas de outra forma. Ainda acredito que podem surgir algumas coisas inusitadas no decorrer desse período, mas como estou esperando um bebê para janeiro de 2019, tivemos que fazer um novo planejamento. Eu finalmente dei o play na minha carreira solo com "Mulher MC”, isso me deu muito gás e agora não vamos mais deixar de lançar músicas pra galera escutar até o disco sair. Tem bastante novidade e single vindo aí, ninguém me para mais!
Um dos sucesso de Stefanie MC:
Dory de Oliveira

Sem esse papo de “rap é rap” pra dizer que tudo é igual. O rap – acima de tudo – é obra humana, não é algo que paira no ar, não é uma entidade divina, autônoma. Esta manifestação é influenciada pelo meio em que os artistas estão inseridos, pelos conflitos sociais, pelas representações. Neste contexto, DORY DE OLIVEIRA, MC que está na ativa desde 2005, constrói seu espaço na cena, segue militando e enfrentando o preconceito dentro do próprio hip hop.
Jeniffer Castellar




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